quinta-feira, 25 de março de 2021

Série - Diálogos Êxodo 31 - Felipe Carrione.

 



Em pouco mais de um ano, esse espaço tem dado frutos importantes na comunicação com jovens artistas. Aproveitando esse canal, vamos dar inicio a uma série de entrevistas com essa galera cuja obra de alguma forma dialoga com o que temos debatido aqui.

Serão entrevistas curtas que vão no mesmo sentido do Blog. Abrir questões, estimular a reflexão e deixar o Espírito Santo continuar dirigindo esse espaço.

São sementes plantadas que, no tempo certo e na medida que o Senhor desejar, darão seus frutos.  

Inaugura essa série, um cara que não é artista das artes visuais (foco principal do blog). Mas Deus sabe o propósito disso. Ele é tem 21 anos, é Rapper e trilha um caminho recente que me parece ter muito a marca  do mover do Espírito Santos, que nos movimenta e incomoda para fazer o que Ele espera de nós. 

Felipe Carrione foi  para os Estados Unidos sem falar absolutamente nada de inglês, "Eu aprendi na força de vontade e dedicação" - diz Felipe. Ele estudou no Instituto Cristo Para as Nações (CFNI) durante um ano e meio, onde adquiriu fluência no idioma. Depois disso, ele se transferiu  para a Universidade Batista de Dallas, onde estudou Sistema de Informação. 

Quando surgiu a quarentena do COVID 19,  a história de Felipe começou a mudar. Segundo ele, o isolamento gerou angústia e tédio pelo fato de ter que ficar em casa o tempo todo. Então, numa madrugada em que não conseguia dormir, Felipe começou a escrever para tentar  livrar-se daqueles sentimentos ruins. Ele percebeu  que tinha feito uma música e, quando voltou Brasil, seus pais, reuniram um grupo de pessoas amigas (a famosa rede de Deus) que o ajudaram na criação do beat, do clipe, edição e masterização da música Vibe Up, que é o seu primeiro single. Felipe já tem  muitas outras músicas escritas e registradas. 

Felipe não é um artista cuja obra fale diretamente de Jesus, não há nela o sentido central da Palavra, mas suas músicas contam a história de alguém que conhece Deus e o reconhece como sua fonte de vida. 

Conheça um pouco mais de Felipe Carrione. 



Êxodo31 - Felipe, Vc é rapper e suas letras falam das ondas das pessoas, da vibração delas e do que as move no dia a dia. Que onda, que vibe é essa e o que faz ela vibrar em você e nas outras pessoas?

É uma vibe moldada na gratidão e felicidade com as coisas mínimas da vida como saúde e, grato pelos incontáveis milagres que Deus fez na minha vida e pelos livramentos que Deus me deu!
 
Êxodo31 - Como essa vibração vira inspiração e se transforma na sua arte?

Muitas vezes as pessoas passam por momentos difíceis na vida e, as situações difíceis geram sentimentos e sensações das quais, às vezes, não conseguimos nos livrar! E a música é isso para mim, me inspira a mostrar o lado positivo das coisas!

Êxodo31 - Sua música  Vibe up reflete de certa maneira experiências de alguém cuja onda se chocou com a de outras pessoas, gerando assim experiências e emoções que transformam vidas. O que isso significa para você?
 
Significa que temos que usar as emoções geradas pelas experiências de forma construtiva, não deixando as emoções interferirem na nossa evolução pessoal. As emoções tem uma influência significativa na nossa vida!

Êxodo31 - O mundo vive dias de muita apreensão, questionamentos e rupturas. O artista acaba antecipando percepções e apresenta para o público visões daquilo que muita gente ainda não percebe. Para onde sua arte aponta quando pensa no futuro?

Minha arte aponta para a visão de ter as emoções equilibradas e usar de forma positiva os vários estados de espírito que nós temos no decorrer do dia! 

Êxodo31 - Você é cristão e artista. Algumas pessoas se apresentam como artista cristão. Como você entende essa relação e de que maneira você acredita que isso ocorreu e ocorre na sua vida? 

O artista cristão é aquele que só canta músicas direcionadas para a religião! O meu caso, artista e cristão, é a pessoa que possui os valores cristãos mas faz músicas sobre situações da vida sem necessariamente serem direcionadas à religião! Eu acredito que isso ocorreu na minha vida na forma de várias situações que passei que me fizeram experimentar uma diversidade de emoções e, a maneira mais fácil de expressá-las foi por meio da música.

Êxodo31 - Os artistas mexem com emoções e a fé cristã está na matriz emocional das pessoas. A relação entre cultura e fé sempre envolveu debates acalorados. O que você diria a um jovem cristão e que é artista? 

Eu diria a ele de não ter medo de se expressar na música dele! As melhores letras de música são escritas quando a pessoa se expressa verdadeiramente. 

Êxodo31 - Além do caráter divido, Jesus é uma fonte inesgotável de influência para a humanidade. O que Jesus significa para você e para sua arte 

Jesus significa para mim a pessoa que influenciou e não se deixou ser influenciado! Jesus andou no meio das piores pessoas e nunca se sujou! Eu quero atingir todo o tipo de público, andar no meio de todo tipo de gente, mas como Jesus, não perder a essência e os valores morais da fé cristã! 

Êxodo31 - De que maneira você acha que a arte compreende a fé cristã e vice e versa? Já sofreu alguma discriminação de alguma forma?

Como comecei há pouco, acredito que um conhecimento mais claro sobre esse assunto virá com a experiência, com os anos de carreira.


Êxodo 31 – Vibe Arte
Interview with Felipe Carrione

 

 

In little over a year, this platform has been bearing important fruits regarding communication among young artists. By taking advantage of this channel, we will start a series of interviews with this crew whose works somehow dialogs with what we have been discussing here.

 

The interviews will be short ones as they move in the same flow as the Blog. Opening up questions, stimulating reflection and allowing the Holy Spirit to continue to direct this space. These are planted seeds that, in due time and as the Lord pleases, will bear fruit.

 

Launching this series, we have a guy who is not a visual arts artist – the main blog focus – but God knows the purpose of it. He is a 21-year-old rapper who is on a recently discovered path that, in my view, has a strong imprint of the Holy Spirit move, which moves us and makes us uncomfortable in order for us to do what He expects of us.

 

Felipe Carrione went to the United States with zero English speaking skills whatsoever. “I learned through willpower and dedication” – says Felipe. He attended Christ For the Nations Institute (CFNI) as a student, where he acquired fluency in the English language. After that, Felipe transferred to Dallas Baptist University, where he studied Management Information Systems.

 

When the COVID-19 quarantine started, Felipe’s story began to shift. According to him, the isolation period caused anguish and boredom due to the fact he had to stay confined at home all the time. Then, in a morning Felipe could not sleep, he started writing in an attempt to get rid of those bad feelings. That was when he realized he had written a song, and when he returned to Brazil, his parents gathered a group of friends – AKA God network – who helped him in creating the song beat, the music video, and mastering the Vibe Up song, which turned out to be his first single. However, Felipe already has many other songs written and registered.

 

Felipe is not an artist whose work addresses Jesus directly, the Word is not directly quoted, but his songs tell the story of someone who knows as well as acknowledges God as one’s life source.

            Get to know Felipe a little more:

 

E31: Felipe, you’re a rapper and your lyrics talk about people’s vibe and about what moves them on a daily basis. What is this vibe you address and what does it do to you and to others?

 

F: It’s a vibe born from gratitude, from happiness about the simplest aspects of life such as health, and gratitude for the countless miracles God operated in my life and for the many times He spared my life as well.

 

E31: How does this vibe become an inspiration and turns into your art?

 

F: Many times, people go through difficult moments in life and such situations can generate feelings that, sometimes, we just can’t get rid of. And, that’s what music is to me: it inspires me to show the positive aspects of things!

 

E31: Somehow, your song Vibe Up is a reflex of the experience of someone whose vibes crashed with other people’s vibes, causing experiences and emotions that transform lives. What does that mean to you?

 

F: It means that we have to use our emotions caused by such experiences in a constructive manner by not allowing our emotions to interfere in our personal evolution. Emotions have a considerable influence in our lives!

 

E31: Globally, these are days of apprehension, questioning, and ruptures. Nonetheless, the artist can anticipate perceptions and present to the public a vision many people don’t have yet. Where does your art take you when you think about the future?

 

F: My art points my vision to: having balanced emotions and using the different moods we have throughout the day in a positive way.

 

E31: You are a Christian and an artist. Some people introduce themselves as Christian artists. How do you see this relation between art and Christianity, and how do you think that came into play and still operates in your life?

 

F: A Christian artist is someone that only performs religious songs, specifically. In my case, I am an artist who is a Christian, so I am a person who holds Christian principles but who makes music about different aspects of life, not necessarily addressing religion. I believe that that happened in my life through many situations where I experienced a variety of emotions, and the easiest way for me to express them was through music.

 

E31: Artists deal with emotions and the Christian faith is at people’s emotional core. The relation between culture and faith has always been a cause for hot debates. What would you say to an artist who is a Christian?

 

F: I would tell the artist to not fear expressing themselves through their music. The best song lyrics are written when a person genuinely expresses themselves.

 

E31: Besides his godly character, Jesus is an unending fountain of influence to humanity. What does Jesus mean to you and your art?

 

F: Jesus to me is the person who influenced and yet did not allow himself to be influenced. Jesus walked among the worst kind of people and never got dirty. I want to reach every kind of audiences, walk among every kind of people – but, like Jesus – not lose the essence nor the moral values of the Christian faith!

 

E31: In what way do you think art engages and understands the Christian faith and vice-versa? Have you suffered any discrimination in any way?

 

F: I started very recently, so I believe that a clearer knowledge on this subject will come as I have more experiences, as my career years grow. 

 





VIBE UP – Felipe Carrione
 
Não mate minha vibe (não corte a minha onda)
Não mate minha vibe
Eu só quero ser feliz enquanto vivo minha vida
Quero sentir satisfação e manter meu bem-estar
Só estou tentando ignorar pessoas de vibe ruim
Não vou mentir, não vou mentir
Eu poderia estar tendo uma vida bem melhor
Se meus pensamentos tivessem apenas ignorado
Aqueles perdedores que invejam minha vida
A verdade eu não escondo, a verdade eu não secondo
Quanto menos você se importa, melhor é sua vida
Se voce tiver que ser firme e escolher ser bonzinho
As consequências vão bater à sua porta
E você vai se arrepender da sua vida
E eu vou te dizer o porquê
Eu não vou mentir
Eu tive várias experiencias assim
Ao invés de não dar idéia
Eu fui sempre bom com pessoas que não mereciam minha vibe
2x Seja Feliz, fique firme, lute, não desista
Eu fui ensinado a ser o cara bom
Mas quando você é bonzinho demais
Isso pode te traumatizer
Pessoas foram ruins
Me xingando várias vezes
E não tinha nem tinha nenhuma razão para isso
E eu sempre me perguntava o porquê
Então eu tentei ignorar e confiar em Deus
Mas você tem que lutar
Ou isso nunca vai acabar
Deus faz a parte dele mas você tem que fazer a sua
Se você não acredita nisso
Não tem vitória na guerra
E eu me perguntei o porquê
Eu não quero mais isso
Conforme o tempo passa
Parece que tá vindo mais
Mas todo dia é uma luta contra seus próprios pensamentos
Para manter sua vibe, você tem que lutar um pouco mais
A felicidade é a coisa mais difícil de se manter viva
Na sociedade que vivemos hoje em dia
As pessoas preferem descontar os problemas delas em outros
Ao invés de mantê-los para si mesmos e resolvê-los
 
Deixe que o que é ruim se esvaia
Mantenha sua felicidade viva
Não importa o que as pessoas digam
No fim, o que realmente importa é como foi seu dia
 
Temos que entender que enfrentar pessoas é so uma batalha
A verdadeira guerra está em nossa mente





segunda-feira, 1 de março de 2021

Videoinstalação com Van Gogh em Gramado. Lindo.

Experiência linda em Gramado. Videoinstalação com as obras de Van Gogh. Confesso que foi muita emoção para o meu coração. Senti-me envolvido por suas emoções e motivações. 



















FILHA QUERIDA, INCENTIVADORA E INSPIRAÇÃO



MULHER E COMPANHEIRA


























domingo, 13 de dezembro de 2020

Mondrian - Gênio da arte. Inspiração e reflexão para artistas cristãos.


Momento visitanto a Exposição Mondrian e o Movimento de STIJL - CCBB - 2016


Hoje,  trazemos  um artista dos mais importantes da história da arte para falarmos de como arte e fé protestante se relacionaram ao longo do tempo:  Piet Mondrian.

Mondrian nasceu no final do Sec. XIX na Holanda e surgiu como artista no período pós impressionistas. Sua obra foi modificando-se ao longo da vida e foi muito importante para a a arte moderna, especialmente para o abstracionismo e o neoplasticismo. O artista Influenciou ainda, o design, a moda e a publicidade. 

Além de sua grandiosa obra, o que nos faz falar de Mondrian em nosso Blog é o fato dele ter sido, assim como Van Gogh, nascido e crescido em lar protestante na virada do Sec. XIX para o XX. Sua formação foi calvinista e durante toda sua vida acreditou em algo sobrenatural como base da existência do homem e do universo, tendo no entanto, substituído a fé protestante pela Teosofia -  uma religião muito difundida no início do Séc. XX 

O que nos intriga e faz refletir é como os protestantes daquele tempo na Holanda não foram capazes de gerar um ambiente em que o talento e o dom artístico de gênios com Van Gogh e Mondrian pudessem dialogar com a própria Igreja e se desenvolvessem de maneira a influenciar outros jovens artistas cristãos. 

Por que a Teosofia foi capaz de encantar o jovem Mondrian e fazer com que ele se afastasse da sua fé original?

Mais de 130 anos depois, eu creio que vivemos um novo momento em que a arte ressurge em nosso meio e devemos ter atenção e sintonia com o Espírito Santo para que tenhamos novos artistas que possam realizar sua obra e que o sociedade perceba neles a marca de Deus em suas vidas.  


Conheça um pouco mais da obra de Mondrian, na Exposição no CCBB / Sâo Paulo: 



Youtube - Exposição: "Mondrian e o Movimento de Stijl" ( CCBB/ São Paulo)



quarta-feira, 18 de novembro de 2020

Rembrandt - Gênio das artes - exemplo de artista protestante




Aula de Anatomia do Dr. Tulp, 1632 -Por Rembrandt - Info : Image, Domínio público, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=4450149

A Ressurreição (1636-1639) - Por Rembrandt - www.uni-leipzig.de : Home : Info : Pic, Domínio público, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=8470815


Rembrandt é um dos maiores gênios das artes em todos os tempos. Pintor e gravurista, ele é o maior nome da fase de ouro das artes na Holanda no século XVII. Suas obras têm diversos temas - cenas do cotidiano e sacras, retratos, além de autorretratos.  

O Pintor holandês, serve a nós, protestantes, como parâmetro de como pode-se fazer arte em nosso meio. Em "Aula de Anatomia do Dr. Tulp", percebemos além da sua exuberante técnica da cor e da luz, um tema totalmente ligado à ciência. Nada mais laico e expressivo da arte.

Em "A Ressurreição",  a mesma genialidade num tema da maior expressão para o cristianismo, sem que houvesse nenhuma motivação de adoração à obra ou a Deus por intermédio dela. Trata-se de arte. O mesmo comportamento pode ser visto nas suas inúmeras obras com o mesmo tema.

Visite o site Google Arts & Culture e conheça a variedade e exuberância da obra de Rembrandt e lembre-se que ele era protestante. Inspire-se. 



Rembrandt no Google Arts & Culture




sábado, 7 de novembro de 2020


Quase nada diante de blogs e perfis que a cada postagem geram milhares de curtidas e interações. Mas o nosso blog chega a 2000 sementes plantadas. Obrigado a Deus pela graça e a você pela leitura. 
 

Arte no Templo de Salomão.

 




Por Ariely - Obra do próprio, CC BY 3.0,
https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=4533576


São muitas as condenações na palavra de Deus à adoração a outros deuses e a imagens. Não há nenhuma dúvida quanto a isso.  Neste sentido, quero trazer para nosso entendimento mais uma passagem bíblica que envolve arte, adoração e idolatra.

Já vimos que o próprio Deus orientou Moisés sobre como fazer a Tenda do Encontro e a Arca do Senhor com cada detalhe e ainda capacitou Bezalel e Aoliabe  como seus artífices para trabalharem em ouro, prata, pedra e madeira juntamente com outros ajudantes. 

Vimos também que antes dos trabalhos começarem, enquanto Moisés estava no monte, um bezerro de ouro foi construído pelo povo de Israel para adoração, em frontal oposição ao que diz o Senhor. E somente após o  povo se arrepender desse ato e da destruição dessa obra de idolotaria, foi possível erguer a tenda e construir a arca.

Essa mesma Arca da Aliança ficou longe do povo de Israel após ter sido levada pelos Filisteus como espólio de guerra. Ela retornou à  Jerusalém na época de Davi e somente com Salomão foi construído um templo para o Senhor – o Templo de Salomão.

A construção desse Templo, assim como na Tenda do Encontro, também contou com a participação de artistas e teve atenção especial com detalhes criativos, o que demonstra o cuidado do Senhor para com esse tema. Mas nunca como forma de adoração ao que se fazia, ou meio de adoração a Deus e, em hipótese alguma a outros deuses. 

A responsabilidade artística ficou a cargo de Hirão-Abiu. E quem foi esse homem, de onde ele veio e o que isso tem a ver com o que temos falado?

Em 2 Crônicas 2:14 temos acerca de Hirão-Abiu: “Filho de uma mulher das filhas de Dã, e cujo pai foi homem de Tiro; este sabe trabalhar em ouro, em prata, em bronze, em ferro, em pedras e em madeira, em púrpura, em azul, e em linho fino, e em carmesim, e é hábil para toda a obra do buril, e para toda a espécie de invenções”

Hirão- Abiu fora enviado à Salomão pelo Rei Hirão, de Tiro (cidade Feníncia) que era aliado e amigo de Davi e Salomão. Em Tiro, adorava-se a outros Deuses e Hirão-Abiu era meio descendente de uma das tribos de Israel, ou seja, não era um homem do povo de Israel.

A história de Salomão é conhecida por todos os cristãos. Deus perguntou-lhe o que gostaria de receber e a escolha foi por sabedoria. Salomão reinou por muitos anos com sabedoria, no entanto, deixou-se seduzir por muitas mulheres e por causa de algumas delas entregou-se à idolatria à Astarote, Milco e Quemós, tendo inclusive erguido altares a essas divindades que eram  adoradas na Cidade original de Hirão-Abiu – Tiro.   (I Reis 11:1-8)

A Tribo de Dã também acabou marcada pela idolatria. O Rei Jeroboão ergueu nesse  lugar um Bezerro de ouro “E pôs um em Betel, e colocou o outro em Dã. E este feito se tornou em pecado; pois que o povo ia até Dã para adorar o bezerro” (1 Reis 12: 29-30). Há quem defenda a tese de que a tribo de Dã ficou fora dos que foram  selados pelo Deus Vivo em Apocalipse 7 por causa desse erro.

Hirão- Abiu faz parte ainda de um rito maçônico cercado de controvérsia que este texto não pretende abordar, mas apenas registrar para que percebamos a consequênica da idolatria.  

A essa altura, você deve estar pensando que foi um erro ter deixado uma pessoa estranha a Israel realizar obras no Templo e que consiste num pecado ter erguido algo em beleza para que Deus fosse  adorado. Não é o que diz a palavra em 1 Reis 9:3-7.

Após a conclusão do Templo disse o Senhor a Salomão: 

“Ouvi a tua oração, e a súplica que fizeste perante mim; santifiquei a casa que edificaste, a fim de pôr ali o meu nome para sempre; e os meus olhos e o meu coração estarão ali todos os dias. E se tu andares perante mim como andou Davi, teu pai, com inteireza de coração e com sinceridade, para fazeres segundo tudo o que te mandei, e guardares os meus estatutos e os meus juízos. Então confirmarei o trono de teu reino sobre Israel para sempre; como falei acerca de teu pai Davi, dizendo: Não te faltará sucessor sobre o trono de Israel; Porém, se vós e vossos filhos de qualquer maneira vos apartardes de mim, e não guardardes os meus mandamentos, e os meus estatutos, que vos tenho proposto, mas fordes, e servirdes a outros deuses, e vos prostrardes perante eles, Então destruirei a Israel da terra que lhes dei; e a esta casa, que santifiquei a meu nome, lançarei longe da minha presença; e Israel será por provérbio e motejo, entre todos os povos”.

Deus viu o bem no templo erguido. Não houve repreensão ao que havia sido feito inspirado por Deus e não era objetivo de adoração. Os pçrobelams decorreram do erros do homem. 

No entanto, como podemos observar no mesmo trecho,   Deus já havia alertado quanto ao risco de erros que poderiam colocar tudo a perder. E se perdeu: O templo, a arca e a unidade do reino. 

Faço essas considerações  para voltar a defender que  a arte vem de Deus, assim como tudo. Mas nada está livre de ser pedido.  É preciso fazer arte e estar em sintonia com Deus. O que fluirá das suas mãos, corpo e voz refletirão o que preenche o seu coração.

Por fim, lembro que estamos tratando ainda da época da Lei. Mesmo sabendo que tudo nela aponta para Jesus, depois da vinda dEle, veremos que essa história ganha outros elementos.  Veremos isso adiante.