segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

Por que Êxodo 31?



Ao longo da história, o homem tem realizado obras de arte maravilhosas que encantam gerações. Estilos, formas e  características distintas que perfazem a genialidade de artistas reconhecidos pelo público, crítica e história da arte. 

Muitas dessas obras tiveram motivação religiosa e outras passam longe desse tema. Todas elas possuem seu valor artístico e histórico e precisam ser entendidas à luz do seu tempo e condições em que foram realizadas. No capítulo 31 do Livro de Êxodo, é relatado um momento extraordinário e decisivo de Deus com o seu povo. Após a libertação do Egito, Moisés recebeu do próprio Senhor instruções para construção do tabernáculo, da Tenda do Encontro e da Arca do Senhor.  São marcos da história da aliança de Deus com seu povo.

E Deus usou o próprio Espírito Santo para dotar os corações de seus filhos para executarem toda a construção e adornos que ele próprio ordenou. Notadamente, Bezalel e Aoliabe foram ungidos com esses talentos. Mas a palavra de Deus nos mostra que outros também foram escolhidos para essa missão.

Depois falou o SENHOR a Moisés, dizendo: Eis que eu tenho chamado por nome a Bezalel, o filho de Uri, filho de Hur, da tribo de Judá,E o enchi do Espírito de Deus, de sabedoria, e de entendimento, e de ciência, em todo o lavor, Para elaborar projetos, e trabalhar em ouro, em prata, e em cobre,E em lapidar pedras para engastar, e em entalhes de madeira, para trabalhar em todo o lavor.E eis que eu tenho posto com ele a Aoliabe, o filho de isamaque, da tribo de Dã, e tenho dado sabedoria ao coração de todos aqueles que são hábeis, para que façam tudo o que te tenho ordenado.- Êxodo 31:1-6

Enquanto Moisés recebia essas orientações, o povo  rebelou-se contra o Senhor e adorou a outros deuses com imagem de ouro fundida naquele mesmo período. 

Mas vendo o povo que Moisés tardava em descer do monte, acercou-se de Arão, e disse-lhe: Levanta-te, faze-nos deuses, que vão adiante de nós; porque quanto a este Moisés, o homem que nos tirou da terra do Egito, não sabemos o que lhe sucedeu.E Arão lhes disse: Arrancai os pendentes de ouro, que estão nas orelhas de vossas mulheres, e de vossos filhos, e de vossas filhas, e trazei-mos.Então todo o povo arrancou os pendentes de ouro, que estavam nas suas orelhas, e os trouxeram a Arão.E ele os tomou das suas mãos, e trabalhou o ouro com um buril, e fez dele um bezerro de fundição. Então disseram: Este é teu deus, ó Israel, que te tirou da terra do Egito.- Êxodo 32:1-4

Mas Deus ouviu o apelo de Misericórdia de Moisés a favor do Povo, o que garantiu a consumação de seus planos.

Assim trabalharam Bezalel e Aoliabe, e todo o homem sábio de coração, a quem o SENHOR dera sabedoria e inteligência, para saber como haviam de fazer toda a obra para o serviço do santuário, conforme a tudo o que o SENHOR tinha ordenado. Êxodo 36:1

Conecte-se com Deus. Tenha contato com a Arte, deixe seu coração e mente sensíveis  ao que Deus pode fazer através da arte e da sua vida. 

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sábado, 25 de janeiro de 2020


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sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

Da Luz de Deus fez-se cor e fez-se Arte na CEZN. Intensos!

Este Blog surgiu, dentre tantas coisas, de muita oração no altar da minha Igreja - a Comunidade Evangélica da Zona Norte (CEZN) - Vila Isabel, Rio de Janeiro.

Essa semana, está acontecendo a Conferência de Jovens da CEZN, cujo tema é - Luz do Mundo - Intensos.

Luz e cor são essências uma da outra e sempre tive a expectativa de que algo no campo das artes visuais pudesse acontecer nesse evento.

E Deus não frustrou meu coração. Durante a Ministração do Pastor John Faraj, da 220 Church de Brasília, uma menina pintou um quadro no altar. A Ministração falava de que devemos estar no lugar em que Deus nos quer. O ambiente emanava inspiração do céu. E estávamos todos no lugar onde Ele  nos queria.

A história da artista - Deborah Oliveira Carvalho é extraordinária e falarei sobre isso mais adiante.

Por enquanto, fiquemos com as fotos do momento que nunca mais sairá da minha memória. Deus é Luz. Cor não existe sem ela. A luz que vem de Deus quer iluminar esse mundo através de nós.

Apenas para adiantar a história e aguçar a sua curiosidade. Foi a primeira pintura da Deborah.





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segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

ACENDA A LUZ QUE NÃO BRILHOU PARA VAN GOGH.

Uma das obras  mais importantes e conhecidas de Van Gogh é A Noite Estrelada. A tela foi pintada pelo artista holandês inspirada na paisagem que ele via da janela de um quarto do hospício de Saint Remmy de Provence, onde ficou internado e onde produziu boa parte de sua obra, justamente na fase que mais caracterizou sua vasta obra, em função do uso das cores e vibração de suas pinceladas. 

A Noite Estrelada é objeto de análises variadas. Alguns autores percebem nela aspectos da religiosidade de Van Gogh. Principalmente na representação do céu e na relação do artistas com a morte. Chama-me atenção, no entanto,  a observação de alguns autores que percebem que única  janela não iluminada na paisagem é a da Igreja, A partir dessa observação acredita-se que Van Gogh poderia não identificar na religião algo que emanasse luz. Algo que se oporia ao sentimento sobrenatural que ele percebia vindo do céu. 

Creio que o papel da atual geração de cristãos seja  fazer reluzir através da arte suas emoções e inspirações.

O diálogo com a arte é necessário e pode ser uma segura ponte de amor e criatividade.  Van Gogh não conseguiu esse diálogo com a Igreja de seu tempo. É preciso orar e dialogar. Mais que isso, é preciso AMAR. E o evangelho e maioria das igrejas atuais são espaços vivos da graça e do amor de Deus. 






Por Vincent van Gogh - bgEuwDxel93-Pg at Google Cultural Institute, zoom level maximum, Domínio público, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=25498286


Acenda a Luz que não brilhou para Van Gogh. 





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sexta-feira, 20 de dezembro de 2019



O que teremos por aqui? Arte e fé protestante. 

Desde 2017,  quando foram comemorados os 500 anos da Reforma Protestante de Lutero, eu vinha estudando os reflexos desse fato histórico na arte ocidental. Em linhas gerais, considero  que são inúmeras e decisivas as influências a favor da liberdade, criatividade e autonomia tanto para o  artista quanto para o espectador que a Reforma trouxe ao campo da arte. No entanto, dois principais fatores dificultam essa percepção. A Iconoclastia promovida pelos protestantes nos templos de igrejas católicas que foram convertidas e a racionalização do culto protestante. No Brasil, a percepção dessa influência é menor ainda, pois o ensino em nosso país, em boa medida sistematizado pelos Jesuítas, apresentava a Reforma como fato de menor importância, afastando assim de boa parte das abordagens acadêmicas esses fatores.


Esse tema é tão vasto que rende uma vida de estudos a serem compartilhados com o maior número de pessoas de forma multidisciplinar. No entanto, há questões que não podem esperar tanto para serem espalhadas quando falam mais forte no peito. É o que estava acontecendo comigo nos últimos tempos.


Daí a criação deste espaço que não tem nenhum objetivo de confrontar ou questionar conclusões do campo da história da arte que são o resultado de pesquisas científicas sérias e importantes. Pretendo aqui explorar outras dimensões que levam em conta aspectos da fé protestante, sem que isso gere confronto com pessoas que dedicaram sua vida à pesquisa da história da arte. Creio que seja da maior importância respeitar os limites da ciência e da fé numa via de mão dupla. Respeito mútuo, na paz e no amor que devem nortear as relações de quem lida com fé e arte.


Por que agora e nesse formato?  Van Gogh.


No meio do meu caminho de leituras e observações, ao estudar Van Gogh, algo mudou dentro de mim. Ele era um dos maiores gênios da pintura mundial. Van Gogh era Calvinista e desejou ardentemente ser pastor e depois missionário.  Na Holanda protestante do final de Sec. XVIII,  ele pretendeu pregar o evangelho para trabalhadores e mais humildes mas, não era bom orador e era tido como um sujeito de hábitos estranhos. A Igreja do seu tempo não o quis ministerialmente e depois não conseguiu perceber o artista genial que havia nele. 


Tenho lido as cartas que ele trocou com seu irmão Théo, ao mesmo tempo em que vejo seus quadros e venho pedindo ao Espírito Santo que me dê sabedoria e discernimento para entender além do que meus olhos me mostram nas cartas e nos quadros. Van Gogh teve sua vida e obra estudadas nesses mais de cem anos de todas as formas. Historiadores da Arte, psiquiatras, médicos, exotéricos, místicos e quase nada se encontra no Brasil produzido por protestantes que buscassem entender o diálogo que se realizou entre o artista, Deus e as pessoas. Menos ainda foi produzido por protestantes pentecostais. E é nesse espaço que tenho andando.


Inicialmente, fui listando em obras importantes de Van Gogh elementos da fé Cristã. Estão lá:  corvos, trigo , ciprestes, vinha, sol, estrelas, céu, raízes e lírios.  Em alguns casos, como no quadro “Terraço do Café à Noite”, há quem perceba alusão à cena da Santa Ceia. Esse conjunto de aspectos abre uma enormidade de temas que podem ser analisados sob o ponto de vista teológico e extraordinário.


Neste sentido, quanto mais eu lia e via, mais eu ia sendo movido a buscar respostas para o que pudesse haver da parte de Deus nessa história. Coloquei no altar do Senhor todas essas dúvidas e tenho obtido diversas respostas.  Seja através de novos textos e documentos, ou ainda através de mensagens e pregações que se referiam a temas que eu estava estudando nas obras de van Gogh. Até que num dia, tive uma experiência que fugia completamente à qualquer razão ou conhecimento sistematizado.  Foi algo sobrenatural.


Eu havia acabado de estudar e resolvi descansar. Devo ter dormido um pouco e ouvi a seguinte mensagem:


“ Essa geração vai fazer um novo louvor. Uma oferta de louvor e adoração nunca vista antes e que vai ser a sua diferença nessa terra e nessa geração. As obras de Van Gogh são recados que Deus deixou para essa geração de Deus. Só a sua geração, através do entendimento e conhecimento do Espírito Santo seria capaz de entender o que está naquelas obras. A geração de Van Gogh estava fria em relação ao amor do Espírito. Era formalista, havia cedido aos apelos do homem por uma fé racional e não soube ver que os delírios dele eram espirituais.Ele  foi disputado dia a dia por Jesus e Satanás. Mas para honra e Glória de Deus isso virá à tona. O desejo que Van Gogh tinha de servir a Deus não será frustrado. O tempo é de Deus e não do Diabo. O primeiro é senhor da eternidade e o inimigo pode reinar por muito tempo, mas nunca para sempre. Vai ser nas artes, no louvor e na maravilha da inspiração do Espírito Santo que isso vai acontecer.  Você faz parte disso.”


Tomar a decisão de tornar isso público não é fácil. Isso implicaria em risco de julgamentos, discriminação, acusações de oportunismo, fraude intelectual, insanidade e outros desgastes. O que fazer com o que eu vinha estudando e com aquelas palavras que eu ouvi? Essa era a dúvida que me consumia.


Comecei então a imaginar o cenário religioso durante os anos de vida de Van Gogh. Ele morreu em 1890. Os protestantes europeus do final do Sec. XIX eram formais, frios e racionais. Van Gogh não encontrou entre seus pares protestantes quem pudesse compreender suas obras dentro de um ambiente movido pela fé, ou dialogo com Deus.


Quase vinte anos depois da morte de Van Gogh, acontece o avivamento Pentecostal numa igreja nos EUA – a famosa Rua Azusa, onde  centenas de cristão foram batizados pelo Espírito Santo. Pessoas falaram em línguas, outras cantavam de forma diferente, homens tocavam instrumentos sem explicação lógica e mudaram a história do Protestantismo no mundo.


Passados 126 anos, o Brasil emerge como uma das maiores nações protestantes do mundo e uma geração de jovens está se levantando para louvar a Deus e muitas coisas têm corrido de maneira impactante em nosso país. O que era estranho aos franceses e holandeses em 1890, torna-se cada vez mais claro e perceptível para a atual geração de evangélicos brasileiros.


Durante duas semanas orei  a Deus para que confirmasse a palavra que eu havia recebido. E eis que minha filha me levou a um culto da Igreja One, nos Arcos da Lapa com centenas de jovens louvando a Deus e profetizando que o Rio de Janeiro pertence a Deus.  No dia seguinte, recebi diversas  fotos de pessoas pintando durante aquele culto. Uma das obras é claramente inspirada numa das obras mais extraordinárias de Van Gogh e justamente a que abriu meus olhos para tudo o que vi nos últimos tempos - Noite Estrelada.


Foi a senha dos céus de que era necessário jogar na rede o que tenho visto e deixar o Espírito Santo agir pois, eu creio que Ele fará o que deseja através de quem Ele pretende usar de cada maneira no seu plano no mundo das artes.


Vamos orando, falando e fluindo o amor e graça de Deus nesse campo tão lindo e generoso das artes.


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