sábado, 24 de outubro de 2020

Ainda Van Gogh - suas obras a partir de uma cosmovisão cristã




Van Gogh tem sido uma das principais inspirações do nosso Blog. Vejo na obra dele evidências de que Deus usou a vida desse gênio  para deixar um legado aos cristãos de hoje que produzam arte.

Conforme já dissemos anteriormente, Van Gogh tentou dedicar sua vida ao evangelho. Tentou ser Pastor e Missionário. Ao fracassar nessa tentativa, iniciou sua obra  artística de maneira mais sistemática e permanente. 

Ele não foi um artista que pintasse apenas temas religiosos, pelo contrário, ele pintou de tudo e nunca deixou de considerar que seu talento advinha de Deus. Nunca pintou o óbvio. Nunca deixou de treinar e buscar a excelência no que fazia. 

Neste sentido, eu  vejo duas missões para a Igreja atual diante do legado de Van Gogh: 

É preciso que novos artistas cristãos produzam cada vez mais e não se envergonhem da fé que possuem.  façam arte e deem Glória a Deus, seja através de sua arte, ou através de sua vida. Que o público veja através da sua arte a manifestação clara do amor e da Graça de Jesus. 

Além disso, considero que seja necessário olhar as obras de artistas protestante e  tentar compreendê-las a partir de perspectivas das motivações da fé de quem as fez. É preciso buscar e deixar fluir os dons da sabedoria e do conhecimento, mas também o do serviço e do encorajamento, sendo que todos eles partem do Espírito Santo de Deus.  

Nessa postagem,  trago exemplos de quadros de Van Gogh com elementos que podem nos apresentar um caminho para essa análise na relação dele com Deus.. 

Nos dois primeiros quadros, que fazem parte do início da produção dele, vemos um boi com jugo e sapatos recém tirados dos pés.. 

"Vinde a mim todos vós que estais cansados e sobrecarregados e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós meu jugo e aprendei de mim que sou manso e humilde de coração; porque meu jugo é suave e meu fardo é leve; e achareis descanso para as vossas almas" (Mateus 11.28-30)

Um momento chave da história do cristianismo foi quando Deus estava para estabelecer a aliança com  Moisés e também quando Bezalel e Oaliabe seriam alçados pelo próprio Senhor como homens das artes para realizarem a tenda do Senhor (Êxodo 31),  Chama-me  atenção a ordem dada a Moisés. 

"Deus continuou: Não te chegues para cá; tira as sandálias dos pés, porque o lugar em que estás é terra santa". (Êxodo).

Feita essa considera~]ao inicial, quero estimular você a olhar, ou rever, essas obras de Van Gogh  a partir de uma nova perspectiva.  Vinha, Bíblia, ciprestes, trigo, corvos, girassóis, luz, sol, céu, oliveiras e lírios. Que raízes são essas que Van Gogh deixou? O que floresce mais de cem anos após a sua morte se interpretadas numa cosmo visão cristã?.

Para que lhe sirva de inspiração, leia a carta de Van Gogh  para seu irmão, em que ele relata um sermão ouvido numa Igreja em Amsterdam. O tema era "só" o Sermão da Montanha:

Amsterdã, 21 de outubro de 1877

 Meu caro Theo,

 "Estive no culto cedo esta manhã (Noorderkerk),  depois andei um pouco pela cidade, os canais são especialmente bonitos agora que as folhas das árvores têm as cores do outono, e depois fomos à igreja inglesa e ouvimos um som muito bom. Um sermão sobre 'Não pensar em sua vida”  ,  dizendo: O que devemos comer? Ou o que devemos beber? Ou com que roupa estaremos vestidos? Pois depois de todas essas coisas os gentios procuram: pois seu Pai Celestial sabe que você precisa de todas essas coisas. Mas busque primeiro o Reino de Deus e Sua justiça; e todas estas coisas serão acrescentadas a você: Não pense, pois, no dia seguinte, porque o dia seguinte pensará nas coisas de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal'. E ele também falou do precedente 'Eis as aves do céu'  e considera os lírios do campo. Havia uma congregação bastante grande e agradável. Gosto muito dessa igrejinha, e muitas pessoas lá provavelmente se lembram de coisas e lugares que não são familiares para mim também" 

Vincent Van Gogh


Por fim, uma dica. Conte quantos girassóis estão no vaso,  e quantas pessoas há no Terraço do Café, quantas estrelas há na Noite Estrela e quantas fontes de luz há na Noite Estrelada sobre o Ródono.



 










































 

terça-feira, 15 de setembro de 2020

Recados vindos do céu. O Senhor e a arte de nos amar e nos surpreender.







 Essa publicação no Instagram do nosso Blog mostra a caixa que acabo de receber com o material hospitalar usado mensalmente pelo meu filho. A vida dele é um milagre e alguém fez esse pequeno desenho na caixa  que encheu meu coração de emoção e gratidão. Deus usa os meios que julga apropriado para nos lembrar de onde vem o nosso socorro e que Ele é fonte inesgotável de graça e amor.  

Jesus nos ama. Os traços do desenho são simples e cheios de amor e expressam a arte que flui do espírito santo, e alcança os olhos e alma de quem a recebe. 

segunda-feira, 14 de setembro de 2020

Glorificando a Deus no núcleo educativo do Museu Nacional de Belas Artes

 

“Cada um exerça o dom que recebeu para servir aos outros, administrando fielmente a graça de Deus em suas múltiplas formas.” 1 Pedro 4:10



Alegoria às Artes, de Léon Pallière/MNBA IBRAM


Quando iniciei meu estágio no setor educativo do Museu Nacional de Belas Artes no Rio de Janeiro, não imaginava como poderia glorificar a Deus com o meu trabalho em meio às belas artes. Na época não fazia ideia da existência do conceito de Cosmovisão Cristã e não sabia como as artes e a minha fé teriam algo em comum. Ao longo do estágio surgiu o questionamento: artes e a fé cristã teriam algo em comum? Será que no núcleo educativo eu poderia fazer algo para Deus?

  

As questões sobre fé e artes estavam latentes e eu não sabia o que fazer até que um curso de filosofia cristã abriu a minha mente para o conceito de Cosmovisão Cristã. Este conceito se refere à visão de mundo baseada no cristianismo, ou seja, tudo o que vejo, escuto, sinto, faço, penso, ajo deve estar carregada de Cristo em todas as esferas da vida, que até então eu vivia uma realidade totalmente dualista.  Esse era o motivo de não conseguir enxergar a glória de Deus nas atividades exercidas no setor educativo do museu.

 

 Um ponto de partida seria examinar minha relação com Deus e enxergar Sua soberania em todas as áreas da vida. O Salmo 103:19 ACF diz que “O Senhor tem estabelecido o seu trono nos céus, e o seu reino domina sobre tudo.” Sendo Ele dominador de todas as coisas que existem as belas artes seriam incluídas nessa situação.

 

 Cada manifestação artística seja qual for, desde um simples traçado na tela até as grandes arquiteturas carregam consigo a glória e a soberania de Deus pois ele como O artista criou os céus, a Terra e tudo o que nela há (Gênesis 1 e 2), ainda dotou o ser humano com tamanha capacidade de criação, habilidade e beleza. As expressões artísticas retratam o belo e este é oriundo do Criador.

 

 Em segundo lugar, como o núcleo educativo poderia glorificar a Deus? O apóstolo Pedro nos dá uma lição importante em sua carta dizendo “Cada um exerça o dom que recebeu para servir aos outros, administrando fielmente a graça de Deus em suas múltiplas formas.” 1 Pedro 4:10 ACF. Ora se Deus é soberano sobre todas as coisas e me deu a oportunidade de estar em um núcleo educativo de um museu de belas artes, a primeira palavra que devo considerar é “serviço” assim como o apóstolo Paulo escreveu em sua carta aos Gálatas 5:13 “servi-vos uns aos outros pelo amor.” Servindo com alegria estarei assim apresentando a Graça de Deus em suas diversas maneiras, como por exemplo, estudando sobre as obras para apresentar uma mediação melhor, aprendendo a ouvir as pessoas com mais atenção e disposição, propondo e construindo projetos que atendam os mais diferentes públicos promovendo maior inclusão, acessibilidade e inserção da sociedade. Assim, a Graça de Deus seria manifesta, servindo as pessoas com amor e disposição a fim de que  Deus seja glorificado em todas as ações.

  

 Andressa Rodrigues Manso Esteves

 

Referências bibliográficas

 

Bíblia Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3° ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP : Sociedade Bíblica do Brasil, 2018.

 

 

 

 

 

 


terça-feira, 11 de agosto de 2020

Arte nos vitrais da Igreja Metodista do Jardim Botânico - Rio de Janeiro



Para quem acha que não existe arte nos templos protestantes, 
apresento os vitrais da Igreja Metodista do Jardim Botânico,  
no  Rio de Janeiro. Simplesmente lindos.